11/08/2021 às 06h55min - Atualizada em 11/08/2021 às 06h55min

Peritos do INSS decidem sobre greve nesta quinta

A associação é contra o novo pente-fino do INSS em benefícios por incapacidade, que deve atingir 170 mil segurados, na pandemia de coronavírus

REDAÇÃO
FOLHAPRESS

Os peritos-médicos do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) vão decidir nesta quinta-feira (12) se iniciarão uma greve. Os profissionais protestam contra o "total enfraquecimento" da carreira e contra "medidas flagrantemente contrárias aos direitos e interesses da categoria" que teriam sido tomadas pela subsecretária da Perícia Médica Federal.

Em nota publicada em seu site oficial, a ANMP (Associação Nacional dos Médicos Peritos) afirma que a possível greve "não terá como objetivo qualquer ganho remuneratório", "mas somente a exigência pela interrupção da coação e das ameaças que têm sido praticadas contra os servidores e pela preservação dos ganhos funcionais da carreira".

A associação é contra o novo pente-fino do INSS em benefícios por incapacidade, que deve atingir 170 mil segurados, na pandemia de coronavírus.

Segundo a associação, essas medidas "contrárias aos direitos e interesses da categoria" vêm sendo adotadas desde setembro do ano passado, "quando houve a determinação arbitrária de retorno ao atendimento presencial sem a observância das condições sanitárias básicas".

"Recentemente, essas medidas foram intensificadas e colocaram em xeque todas as conquistas alcançadas pelos peritos médicos federais na última década através de árduo esforço. A linha de conduta adotada pela atual gestão da subsecretária da Perícia Médica Federal aponta para o total enfraquecimento da carreira e, até mesmo, para a sua extinção nos próximos anos", diz a nota.

A associação diz ter enviado cerca de 500 ofícios ao governo federal desde setembro, mas que não teve resposta.

Representantes da ANMP foram procurados pela reportagem para dar mais detalhes sobre os problemas citados e para falar sobre os impactos da possível greve, mas não responderam aos contatos.

O Ministério do Trabalho e Previdência também foi procurado para comentar o assunto. A pasta, porém, informou que não vai se manifestar.


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