31/05/2021 às 07h12min - Atualizada em 31/05/2021 às 07h12min

Em Minas, 186 prefeituras relatam falta de doses para seguir plano de vacinação

Número de cidades com escassez de doses aumentou, tanto em termos absolutos quanto percentuais

REDAÇÃO
TEMPO

A falta de vacinas comprometeu o andamento da campanha de imunização contra a Covid-19 em pelo menos 186 cidades de Minas Gerais na última semana. A situação foi relatada por 38,6% das 482 prefeituras participantes do levantamento realizado pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) entre os dias 24 e 28 de maio. Em 323 municípios (67%) a vacinação continuou normalmente, e os outros 45 não responderam (9,3%).

Dentre as 186 cidades que confirmaram o problema, a maioria (76,9%) informou que faltaram doses para a primeira aplicação, isto é, para novos grupos prioritários acrescentados ao cronograma da vacinação. Já as doses complementares faltaram em 44,6% localidades, gerando atrasos na conclusão do esquema vacinal dos moradores.

Em 70,3% destes municípios, a vacina em falta é a Coronavac (Butantan), enquanto a Covishield (AstraZeneca/Fiocruz) chegou em quantidade insuficiente para 28,8% das cidades que manifestaram o problema.

O formulário apresenta a seguinte pergunta: "Seguindo a ordem do plano de imunização, nesta semana, faltaram vacinas em seu município?". Na comparação com a edição anterior da pesquisa, o número de prefeituras mineiras que apontaram a escassez de doses aumentou, tanto em termos absolutos quanto percentuais. Entre os dias 17 e 20 de maio, 157 municípios haviam respondido que sim, o equivalente a 26,7% das 587 cidades participantes naquele momento.

Profissionais da Educação

A pesquisa revelou também que apenas 41 prefeituras, ou 8,5%, já iniciaram a vacinação dos profissionais da Educação. A imunização destes trabalhadores é tratada como pré-requisito obrigatório para a retomada das aulas presenciais em 62% das prefeituras participantes do levantamento.

Kit intubação

Ainda segundo a pesquisa da CNM, 114 prefeituras de Minas Gerais informaram haver risco iminente de esgotamento dos medicamentos do chamado "kit intubação, o equivalente a 23,7% do total de cidades consultadas.

A CNM não revela quais municípios foram consultados em cada edição da pesquisa.


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