03/05/2021 às 06h53min - Atualizada em 03/05/2021 às 06h53min

Alunos da educação infantil municipal de BH voltam às aulas presenciais em meio a incertezas e greve sanitária

Profissionais da educação foram convocados para o retorno na última segunda-feira (26). Sindicato estima que pelo menos 80% não voltaram por causa dos riscos de contágio da Covid-19.

REDAÇÃO
G1
As aulas nas escolas municipais de educação infantil começam nesta segunda-feira (3), mas em meio a incertezas, com 10% das escolas ainda precisando de reformas adicionais e com parte dos professores em greve sanitária.
 
O retorno só contemplará, nesta etapa, crianças de até 5 anos, e será facultativo, ou seja, cada família é que vai decidir se este é momento certo para a volta às aulas presenciais.
 
A volta dos estudantes às escolas particulares aconteceu na última segunda-feira (29). Segundo o Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinep-MG), a adesão das instituições na primeira semana foi de 80%. Outras optaram por retornar também nesta segunda.

Na rede municipal, apenas os profissionais da educação voltaram às salas de aula na semana passada, para terminar os últimos preparativos antes da chegada dos alunos. O protocolo final para as aulas presenciais, com as regras sanitárias, só foi publicado no sábado (24).
 
A Prefeitura de Belo Horizonte disse que autorizou a retomada das aulas presenciais devido à queda dos índices de transmissão e óbitos por complicação da Covid-19. Mas o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Municipal (Sindirede) acredita que o momento ainda não é seguro.
 
Trabalhadores terceirizados também estão receosos com as aulas presenciais. Segundo Thiago Ribeiro, neste caso, não foram poupados os de grupos de risco, nem disponibilizadas máscaras aos contratados. "Estes trabalhadores já voltaram desde outubro. Já teve porteiro que contaminou, vigia que morreu. O número de contaminação foi alta, isso sem ter um grande quantitativo de alunos na escola", disse.
 
Por causa das incertezas, em reunião no dia 20 de abril, o Sindirede decidiu entrar em "greve sanitária". A estimativa do sindicato é de que cerca de 70% a 80% dos profissionais não compareceram na primeira semana em que os trabalhos seriam sem os alunos.
 
Na Emei Vila Estrela, no bairro Santo Antônio, por exemplo, houve uma reunião com os pais na última quinta-feira (29) e, aqueles que autorizaram a volta presencial dos filhos tiveram que enviar um termo de responsabilidade até a manhã de sexta (30), como pede o protocolo da prefeitura. Mas, na sexta, algumas crianças ficaram de fora dos grupamentos porque suas professoras permaneciam em greve. Com isso, nesta segunda-feira, apenas alguns dos alunos dessa Emei poderão voltar, enquanto outros seguem à espera do retorno dos professores que aderiram à greve.
 
"Todos os trabalhadores em educação querem que retorno seja seguro. Queremos a vacinação de todos os profissionais", disse Ribeiro. Uma nova reunião no dia 6 de maio vai definir os rumos da greve.
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