04/05/2020 às 05h37min - Atualizada em 04/05/2020 às 05h37min

Ato pró-Bolsonaro tem carreata e xingamentos a Moro, STF e Congresso

Em seguida, foi organizada uma carreata em direção ao Palácio do Planalto, de onde Bolsonaro saiu em direção aos manifestantes

FOLHA
Um grupo de manifestantes se reuniu neste domingo (3) em frente ao Museu Nacional, em Brasília, em ato de apoio ao presidente Jair Bolsonaro e de críticas ao STF (Supremo Tribunal Federal) e ao Congresso.

Em seguida, foi organizada uma carreata em direção ao Palácio do Planalto, de onde Bolsonaro saiu em direção aos manifestantes.

O ato promoveu aglomerações num momento que Brasil tem mais de 6.000 mortes pela Covid-19 e 96 mil casos confirmados.

Uma carreata teve início por volta das 10h30, descendo a Esplanada dos Ministérios em direção à Praça dos Três Poderes, onde chegaram por volta das 11h30.

Embalados por palavras de ordem e cartazes com críticas ao ex-ministro Sergio Moro, que deixou o governo recentemente, apoiadores afirmavam que estão "fechados com Bolsonaro".

Ao chegar em frente ao Congresso, o grupo deixou os carros e desceu em direção ao Palácio do Planalto diante da promessa feita por um dos organizadores de que Bolsonaro apareceria para vê-los.

Durante a caminhada foram entoados gritos de apoio ao presidente e de críticas a Moro e a Alexandre de Moraes, do STF, que barrou a nomeação de Alexandre Ramagem, amigo da família Bolsonaro, para o comando da Polícia Federal.

Moro, chamado no sábado (2) de Judas pelo presidente, recebeu palavras ofensivas do grupo, como "canalha" e "moleque de Curitiba".

Entre as mensagens dos cartazes havia "Armas para cidadãos de bem", "Fora Maia", "Fora Alcolumbre".

Os manifestantes entoaram o hino nacional e rezaram um Pai Nosso em frente à Catedral Metropolitana.

Em frente ao STF, alguns gritaram "vamos invadir". "Olé, olé, STF é puxadinho do PT".

Em meio às críticas a Moro, feitas em um microfone de um caminhão de som, uma apoiadora gritou que o ex-juiz é aliado ao Centrão.

O grupo de partidos, formado por legendas como MDB, PP, PL, Solidariedade, DEM e Republicanos, tem feito tratativas de apoio a Bolsonaro e deve ganhar novos cargos no governo.

Entre as músicas tocadas no ato, foi colocada "Brasil", de 1988, na voz de Cazuza. A letra era ao mesmo tempo uma celebração ao processo de redemocratização do Brasil, mas com críticas à classe política pela forma como foi feita a reabertura do país pós-Ditadura.


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