19/04/2021 às 08h53min - Atualizada em 19/04/2021 às 08h53min

JUVENTUDE E DROGAS

J15MNEWS
Fabrício Barbosa Valadares
Na coluna de hoje trago uma reflexão à cerca das vias por onde um jovem tem contato com as drogas e, pelas quais, ele permanece. Em reflexões do porque uma pessoa se droga, inclusive em autoanálise, observei que as drogas são uma válvula de escape para um problema maior, ou não, a depender do caso. Cada ser humano é um ser singular, por mais que muito semelhante. A individualidade é algo tão complexo, que qualquer julgamento precoce é criminoso.

     Mas vamos aos jovens. Cidades com ausência de políticas públicas que preencham o dia a dia de um jovem são diretamente responsáveis pelo descaminho dos mesmos. Como disse, em autoanálise, observei que aqueles “rolezinhos” para “fumar um baseado” e/ou “chapar um vinho”, eram muitas vezes, uma desculpa para estar com amigos, sair do tédio. O fato agravante é quando essa conduta se torna rotineira, fazendo com o que a pessoa passe a pensar na droga como sua companhia, como o preenchimento do seu vazio. Consequentemente, e, inconscientemente, a admiração pela droga ou pelo estado que ela te deixa, começa a gerar uma militância. Sem pensar, desprezando, o quanto o vício pode prejudicar a vida do indivíduo, atrasar o seu desenvolvimento, o coloca-lo em situações de preconceito. E preconceitos muitas vezes com razão. Temos o livre arbítrio de inclusive não aceitar o consumo de drogas.

     Mas como lidar com algo que faz parte da vida? Drogas são usadas desde que o mundo é mundo. Que seja como lazer ou medicinal. A resposta é simples, chegar nela, nem tanto. Humanismo. Compreender o próximo, lhe dar ouvidos, entende-lo, é triagem para qualquer intervenção. E entender o indivíduo em meio à sociedade não é possível sem entender a sociedade que o cerca? Quais os caminhos ou descaminhos que o fizeram chegar naquele ponto? Falta de esporte e laser? Perspectiva de vida? Emprego? Estudo de qualidade? Onde está o porquê de cada um? Essa é a pergunta chave. E quem pode responder é o próprio indivíduo e apenas ele.

     Pense no ser humano como água, que se torna o recipiente que o comporta. Estar em uma sociedade vazia, com políticas públicas rasas, amadoras, sem acolhimento, é estar em um campo infértil. O papel da política é gerenciar a vida de cada indivíduo para que ele possa atingir o ápice do seu bem estar. Fora isso, é pura fachada, para “inglês ver”. Cada indivíduo tem o direito de ser carregado no colo, de serem dadas quantas chances forem necessárias, para que ele atinja o seu platô existencial. E dar chances não é não punir os seus erros, não é também dar tudo de "mão beijada". Ninguém tem prazer em viver de forma indigna, miserável, limitada. As circunstâncias que o levaram até aquele estado, e a indiferença do seu entorno, que o mantiveram lá. E é papel do estado corrigir os rumos de cada pessoa. Que seja com ações diretas, acolhendo o necessitado e o encaminhando para uma nova vida. Ou indireta, com leis fortes que o inibirá de cometer atos criminosos.

     O indivíduo respeita o estado em troca de políticas públicas. Políticos! Respeitem para serem respeitados.
Fabrício Barbosa Valadares. 19/04/2021. Ouro Branco – Minas Gerais.   
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