22/03/2021 às 13h34min - Atualizada em 22/03/2021 às 13h34min

“O choro é livre.”

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Fabrício Barbosa Valadares. - Fabrício Barbosa Valadares.
 “O choro é livre.”

     Essa frase foi dita pela âncora Maju Coutinho no Jornal Hoje no dia 16/03/21 se referindo ao “lockdown”. Traduzindo a gíria, segundo ela, não adianta reclamar das restrições ao comércio. Vai acontecer. O problema não é ela expressar sua opinião, e sim, a opinião em si.

     A insensibilidade para com pessoas que estão passando necessidades é algo assustadoramente triste. Esse vírus é sim devastador. Mas não é mais, nem menos, que a fome e a depressão.

     Essa infeliz colocação, em rede aberta, na maior emissora do país, ignora a vida humana. A vida que não é só acordar e dormir. Mas sim, comer bem, se relacionar, se divertir, estudar, trabalhar, conquistar sonhos e, aí sim, ir dormir.

     Uma pessoa sábia compreende também seu oposto, e, a atual situação da apresentadora, que é de estabilidade financeira, assim como a dos servidores públicos, faz com que a empatia para com os pobres, para com quem precisa sair de casa para ganhar o pão de cada dia, abrir as portas do seu comércio, fazer hoje para comer amanhã, não se faça presente.

     Se escoram no argumento de que o Governo Federal tem por obrigação manter o Auxílio Emergencial a qualquer custo, omitindo o quanto a economia está sendo prejudicada. Se o GF agisse como essas mídias “aconselham”, prolongando o subsídio, iríamos sair da boca do Leão e cair na boca do Jacaré.

     A busca pelo equilíbrio de forças e opiniões, que o jornalismo pode proporcionar, se faz inexistente. Em uma pesquisa dos valores de medicamentos usados para o tratamento da COVID-19 pode-se constatar a quantia de cerca de R$350,00. O mais caro é o anticoagulante ENOXAPARINA, R$259,00. E, o tratamento, dura cinco dias.

     Essas informações não são vistas com frequência nas mídias. Poderiam ter salvado muitas vidas, e o dia a dia poderia estar mais próximo do normal. Uma única parcela do Auxílio Emergencial, de R$600,00, daria para curar quase duas pessoas. Porém, como esse tratamento não é divulgado por grandes redes de informação e também é muitas vezes discriminado, a população não a enxerga como opção. O leigo, inocentemente, acredita que se esse tratamento realmente fosse eficaz, estaria sendo amplamente divulgado.

     O porquê da parceria entre tratamento e vacina não ser difundido é óbvio, propina e corrupção. Quanto mais tempo estados e municípios manterem a pandemia acontecendo, mais verba federal, a ser gasta, a seu bel-prazer, sem licitação eles receberão. E as indústrias de vacina lucram trilhões. É enlouquecedor pensar que alguns governantes escolhidos por nós, ou pelos outros, estão deixando vidas se esvaírem por dinheiro. A ganância e o vício pelo poder, só por ter poder, e não ter poder para fazer acontecer, acaba com o mundo.

     O ser humano não é bom por natureza. Por natureza, ele é neutro. Ele nasce uma folha em branco, e se desenvolve de acordo com o que o cerca e/ou com o que ele se envolve. Se os gestores públicos não receberem constantemente pressão popular, fiscalização e punições, é de muita inocência, pensar que todos agirão corretamente. O luxo e a vida fácil deturpam o caráter.

  Cabe a nós escolher bem nossos representantes e manter-se de olho. Pressionando e influenciando. Políticos não são nada mais que FUNCIONÁRIOS. Precisam produzir, ser honestos, prestarem contas e fazer o que o patrão, que somos nós população, MANDA. Qual foi a última que você pôde participar de um plebiscito?

                                               Fabrício Barbosa Valadares. 23/03/2021. Ouro Branco, Minas Gerais.  
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